O Viajante 100 Sono

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Há gritos que o tempo e as suas garras não conseguem calar, muito menos apagar o fogo que branda no universo deste medo que se chama morte.

Desordenado, num espaço descalço de construções verticais da felicidade que mantém a metáfora das asas coladas na estrada cicatrizada de buracos de sangue, empoeirada de lágrimas costuradas por uma agulha com linhas de tristezas no corpo do destino incerto.

Onde o medo invade a vida privada dos passageiros ensardinhados no machibombo. A viagem continua profunda e longa, com vozes a apedrejar a chuva em pleno florescimento agreste do nevoeiro que desafia a consternação do chicote das abelhas ensurdecedoras.

E para melhor içar esta viagem no limbo enxertado ao modus vivendi das árvores do bosque e da toponímia da estação que se segue. O último suspiro de alívio ampara a alegre dissertação do viajante arquitetado pelo náufrago do cansaço.

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