África: Um passado glorioso um futuro promissor (II)

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Um Futuro promissor. O conjunto de medidas globais tomadas augura, para os diversos prazos prospetivos  fixados, tais como o estabelecimento, em 2035, do Mercado Comum Africano, boas perspetivas para o continente africano.

África

Com efeito, o mercado africano que apresenta atualmente um total de mais de 950 milhões de consumidores terá no ano 2015, 1 200 000 000 de compradores. Num outro ângulo de leitura deste dado, esta população continuará a ostentar uma metade de indivíduos com menos de 15 anos, constituindo assim a perpetuação de uma força de trabalho absolutamente decisiva.

Deve-se acrescentar a este dado, outros elementos de potencialidade espacial, agrícola, mineira e industrial.

Assim, o continente possui:
- 30 milhões de km2, e que constituem 20,3 % das terras firmes do planeta;
- e fabulosas reservas dos vitais petróleo e cobre, do estratégico urânio, dos essenciais ferro, manganês, zinco, ouro e cobalto, titânio, vanádio, croma, bauxita, assim como dos rentáveis diamantes.

Essas possibilidades de riquezas são capazes de corrigir decisivamente os atuais fracos indicadores sociais do continente tais como a taxa de mortalidade infantil, a esperança de vida, a educação feminina, a ocupação da população ativa, uma má distribuição do emprego, a fraca cobertura dos serviços de saúde, a sub-nutrição, a baixa taxa de escolaridade, um analfabetismo ainda elevado, etc.

CONCLUSÃO

A breve análise que acabamos de apresentar prova que a África soube, a todos tempos da sua longa evolução histórica, explorar as suas vantagens civilizacionais, enfrentar com coragem as barreiras postas contra ela e ultrapassar os seus passos incertos.

Apôs mais ou quase meio século de independência, os Estados da " Ifriqiya", os Comissários, peritos e consultores da União do planalto etíope, sabem que uma das condições sine qua non para um futuro melhor para o nosso continente é a manutenção da estabilidade nos seio dos diferentes tecidos territoriais nacionais e regionais.

Em suma, a salvação do continente do Osagyefo, a sua Renascença, passará, pela esta estabilidade, que deve, em primeiro lugar, ser obra dos próprios africanos, porque como os Bakongos a irmam: Mbakulu ku bongua ko e nlumbu nzenza (o entendimento não e um fruto que se colhe no quintal do vizinho).

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