Américo Kwononoka advoga recolocação dos monumentos

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Entretanto, Américo Kwononoka, diretor do Museu de Antropologia, é de opinião que qualquer obra arquitetónica ou de escultura é uma fonte incontornável da história de um povo que deve ser contemplada e estuda como parte de um processo histórico.

Entretanto, Américo Kwononoka, diretor do Museu de Antropologia, é de opinião que qualquer obra arquitetónica ou de escultura é uma fonte incontornável da história de um povo que deve ser contemplada e estuda como parte de um processo histórico.

"Os monumentos de figuras portuguesas erguidas e espalhadas neste vasto país são marcas, são fontes de conhecimento de como foi o processo de ocupação e colonização de Angola. São património de Angola tal como a própria língua portuguesa. Infelizmente, na euforia e fervor revolucionário dos primórdios da independência, muitos desses monumentos, por inocência ou ignorância, foram derribados e alguns colocados em espaços inadequados.

Devemos nos mentalizar que o Património Cultural (como criação do homem ou da natureza) é o mesmo, não importa a ideologia de cada país. Assim sendo, advogo a sua recolocação no espaço anterior para a contextualização da sua função. Não provocarão choques de identidades os monumentos dedicados aos nossos heróis de resistência e da luta armada ao lado dos conquistadores coloniais.

Pelo contrário, será uma comparação que inspirará cada vez as novas gerações a não temer o inimigo, mesmo que seja poderoso, quando o povo é unido", comentou Kwononoka.

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