Reabriu o Museu Regional do Dundo

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A primeira e a maior Instituição Museológica de Angola

Reabriu o Museu Regional do Dundo Fotografia: Joaquim Aguiar
O novo museu

Depois da independência do país, em 1975, lembrou a ministra, assistiu-se a um decrescer de eventos em razão da situação difícil que se vivia na altura, assinalando, no entanto, que " a museologia em Angola, pela mão dos próprios angolanos, começa a dar os primeiros passos, a partir do museu do Dundo".

A ministra salientou que os passos para a reabilitação e renovação do museu do Dundo, começam a ser dados em 2007, com a elaboração de um programa que previa não só a requalificação da sua infraestrutura, como também a construção do laboratório de biologia, aldeia museu, a estação arqueológica do Balabala, assim como a renovação da exposição permanente.

Reiterou que "estão agora criadas as condições, para fluir a cultura e sobretudo para que os novos investigadores angolanos, tenham larga a sua capacidade científica e se aumentem os conhecimentos sobre a cultura desta região, que nos seus particularismos ou na sua essência está muito longe da maior dos angolanos".

A ministra não deixou de render homenagem algumas personalidades ligadas a cultura, que não só tornaram viável o projeto de renovação do museu regional do Dundo, como deram contributo incomensurável no desenvolvimento da cultura nacional.

Rosa Cruz e Silva lembrou a figura de Henriques Abranches, que a seu modo criou uma escola de museologia, que distribuiu as peças pelo país para criar novos museus, escola essa, segundo a ministra, foi renovada, atualizada e melhorada os seus métodos.

Foi igualmente prestada homenagem a Felizardo Gourgel, que contribuiu para a guarda e preservação do acervo do museu do Dundo, nos tempos mais difíceis e ao Francisco Xavier Yambo, o grande impulsionador da revolução dos museus, que culminou com o estatuto dos museus que foi recentemente aprovado.

A reabertura das portas do museu regional do Dundo, foi igualmente possível com o "engajamento de uma grande equipa, desde a direção dos museus, os membros da comissão, coordenação do projeto de renovação dos museus regional do Dundo e sobretudo do executivo angolano.

A reabilitação e renovação do museu regional do Dundo custou aos cofres do estado mais de quatro milhões de dólares.

Sítio de culto da cultura Tchokwe

Ana Clara Guerra Marques, investigadora da cultura Lunda Tchokwe há mais de vinte anos, disse que o museu regional do Dundo é e vai continuar a ser "um sítio de culto da cultura Lunda Tchokwe", numa perspetiva de desenvolvimento, preservação e estudo contínuo da riqueza cultural da região.

Mostrou-se satisfeita com os investimentos feitos pelas autoridades, para que o museu se transformasse numa verdadeira "casa pública" destinada a guardar peças, reservas memoriais, transmitir e divulgar a cultura regional, que, na sua ótica, é muito forte e que até ultrapassa as fronteiras do nosso país.

A nível de investigação científica, Ana Clara Guerra Marques, disse esperar, com as condições que o museu oferece, uma maior intervenção dos intelectuais angolanos no sentido de estudar e publicar artigos que possam contribuir para a imortalização da nossa cultura.

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